A sensação que eu tinha quando estava com você, era de quem carregava uma mochila de pedra, era cansativo, doloroso, incomodo. Quando terminamos, tive a sensação de ter esvaziado a mochila, tirado toda pedra, eu havia cansado de carregá-la, era o meu limite, se é que me entende.
Você deve estar se perguntando o porquê de eu ter aguentando tanto tempo, já que era assim. Então irei explicar. Em cada inicio de relacionamento, ganhamos uma mochila para carregarmos ao decorrer do mesmo, então cada pedra que havia dentro da minha mochila, foi adquirida uma à uma, ela representava cada raiva, cada mentira, cada grosseria; após isso, a mochila vai enchendo e enchendo, até que chega uma hora que não aguentamos mais carregar, não podemos nem dar mais um passo, é algo que torna-se insuportável, esse ciclo vicioso dói, porque todo o tempo eu procurava evitar encher a mochila com as pedras, mas não dava resultado, o esforço era só meu, tornava-se algo em vão. Então como eu já não aguentava caminhar e não havia ninguém que pudesse ajudar-me a carregá-la, que no caso deveria ser quem a encheu, eu a esvaziei, fui tirando pedra por pedra e relembrando em qual momento aquela pedra foi adquirida, e dói, você chora ao tirar a pedra, mas não vê outra alternativa. Eu não vi outra alternativa.
O que mais dói é saber que ainda sinto falta da mochila, porque no começo ela era leve, não incomodava, me ajudava, era bem útil. Em outras palavras e mais obvias, eu o amo, apesar de não gostar mais de você, de não ter arrependido-me por estar cada vez mais distante.
Apesar de tudo, eu ainda sinto a necessidade de saber como você tem passado o dia, se tem se cuidado, tomado remédios, leite quente, se tem evitado ficar na friagem, se marcou aquela consulta, se segue indo a igreja, se está tocando direitinho, se anda comendo, se está gostando do seu novo jogo, se conheceu alguém mais legal que eu, se arrumou um novo trabalho, se tirou o alargador e até mesmo se pensa em cortar o cabelo. Porém, são coisas a quais não tenho a resposta, o que é massacrante, apesar de saber que é melhor assim, melhor pra mim, melhor para você, melhor para nós, que eu aprenda a lidar com a falta, que a minha necessidade passe, porque talvez amadurecer seja isso, aprender a aceitar que amar uma pessoa, nem sempre vai ser o suficiente para mantê-la em sua vida.
Eu sigo rezando para que tenha mais em sua vida, que viva bem, que seja feliz, que encontre alguém que se encaixe com você, alguém que você veja que vale a pena mudar, é uma pena que não fui eu esse alguém, queria muito ter sido, estava disposta a ser, mas não dependia só de mim. Espero de coração que possa viver em paz, espero que a vida te traga tudo que eu não pude dar, que eu não pude ser. Te cuida, já que eu não posso mais fazer isso por você, eu estou de longe te olhando, não sei por quanto tempo, mas estou.
Essas são coisas que nunca irei dizer, olhando para você.
Flávia Faria
Mostrando postagens com marcador amor e desilusão.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amor e desilusão.. Mostrar todas as postagens
25.9.13

5.9.13
Vou abrir mão do direito de ser quem vai te salvar
Quero que saibas que eu não perdi o medo de perder-te, mas mesmo assim eu abro a mão de ti. Espero que encontre alguém que lhe suporte, que dê tudo que dei e o que não pude dar-te.
Sabes melhor que ninguém o quanto tentei manter-me em tua vida, o quanto suportei teu jeito arrogante e critico por meses, mas não é o teu jeito arrogante que fez-me tomar nojo de ti, foi a forma desonesta que lidar-te com aquilo que tu mesmo começaste a chamar de namoro.
Flávia Faria.
Sabes melhor que ninguém o quanto tentei manter-me em tua vida, o quanto suportei teu jeito arrogante e critico por meses, mas não é o teu jeito arrogante que fez-me tomar nojo de ti, foi a forma desonesta que lidar-te com aquilo que tu mesmo começaste a chamar de namoro.
Flávia Faria.
Marcadores:
amor e desilusão.

25.8.13
Perdoa por eu não poder te perdoar
Eu nunca disse, como você também não, mas eu te amo, amo mesmo, e depois que eu sair por aquela porta e estiver tudo terminado, eu vou fazer o máximo para te evitar, mesmo te amando, não vou te procurar mais, e nesse meio tempo, tudo que me lembrar você vai me fazer sofrer, e mesmo depois, quando passar uns meses, vou seguir da mesma forma, tudo me fará lembrar você.
É uma pena, sabe? Porque eu nunca imaginei que diria que te amo em um momento como esse, quando tivéssemos dizendo adeus, sempre imaginei que seria em um momento legal, no meio de uma gargalhada, ou de uma conversa boba, que eu olharia para você e diria "cara, como eu te amo, amo mesmo". Acho que o segredo é você sempre esperar o pior.
Sei de mim que eu não entrei nessa por livre e espontânea vontade, eu fui puxada, fui sugada, você me puxou de uma forma que mesmo que eu recusasse, não adiantaria. Claro que eu poderia fugir depois, quando você estivesse distraído, mas eu não consegui, sabe? Não naquele tempo, eu precisava primeiro provar para mim, que eu nunca estive errada, que nem de longe você merece o que sinto.
É muito doloroso quando você sabe muito bem que é infeliz demais com uma situação, mas sabe que fora dela é pior, que você não sabe viver. Eu simplesmente não sei lidar com você, mas também não sei lidar com a minha vida sem você. Eu penso em toda vida que você tem pela frente, todas as mulheres que você tem para conhecer, todos lugares que tem para ir, e pensar que fará tudo isso se mim, dói.
Flávia Faria.
É uma pena, sabe? Porque eu nunca imaginei que diria que te amo em um momento como esse, quando tivéssemos dizendo adeus, sempre imaginei que seria em um momento legal, no meio de uma gargalhada, ou de uma conversa boba, que eu olharia para você e diria "cara, como eu te amo, amo mesmo". Acho que o segredo é você sempre esperar o pior.
Sei de mim que eu não entrei nessa por livre e espontânea vontade, eu fui puxada, fui sugada, você me puxou de uma forma que mesmo que eu recusasse, não adiantaria. Claro que eu poderia fugir depois, quando você estivesse distraído, mas eu não consegui, sabe? Não naquele tempo, eu precisava primeiro provar para mim, que eu nunca estive errada, que nem de longe você merece o que sinto.
É muito doloroso quando você sabe muito bem que é infeliz demais com uma situação, mas sabe que fora dela é pior, que você não sabe viver. Eu simplesmente não sei lidar com você, mas também não sei lidar com a minha vida sem você. Eu penso em toda vida que você tem pela frente, todas as mulheres que você tem para conhecer, todos lugares que tem para ir, e pensar que fará tudo isso se mim, dói.
Flávia Faria.
Marcadores:
amor e desilusão.

11.8.13
Sobre as castanhas tempestades oculares
Não sei escrever sobre ti, apesar de ter plena certeza do que sinto, eu simplesmente não sei transmitir na escrita tudo que representas em mim.
Flávia Faria
Flávia Faria
Marcadores:
amor e desilusão.

21.7.13
Nunca foi amor
Até hoje eu não sei se você é de fato um cavalheiro, ou se era puro teatro, mesmo que tudo indique que sim, que era tudo teatro, eu ainda me engano, tentando acreditar que você é sim um dos poucos homens românticos e cavalheiros do séculos 21.
Eu estava perdidamente apaixonada por você, isso eu reconheço, mas foi uma coisa tão passageira, eu ainda sinto o seu gosto em minha boca, e ainda reconheço o seu perfume em outrem. Minhas amigas ficaram mais encantadas com você, que eu mesma, se isso é possível eu não sei, mas era o que parecia.
Eu sei, você sabe, todos nós sabemos, que estar apaixonada não é a mesma coisa que amar, mas meu Deus, como eu queria que você tivesse permitido que eu te amasse. Como eu rezei para que isso desse certo.
Uma coisa engraçada é que eu não chorei, de verdade, não derramei uma lagrima por você, talvez seja esse o motivo para que eu não tenha nenhum rancor de você, porque você só me fez bem, e apesar de todo bem, quando acabou, não fez cócegas, era tão bom que não parecia real, eu estava anestesiada, estava preparada para o fim, sabia que iria acontecer, mesmo que você fizesse tudo para que isso não ficasse escancarado, mesmo que você dissesse a todo tempo que iria estar sempre por perto.
Reconheço que uma vez ou outra sinto a sua falta, falta de você me mandando dormir cedo, ou de quando ficávamos até 4 da manhã ao telefone, de todas as manhãs ser acordada com uma mensagem sua de "bom dia", ou com uma chamada, não existia nada melhor que ouvir sua voz pela manhã, minha rotina era essa, sua voz era a primeira que eu ouvia ao acordar, e a última ao dormir.
Vendo todos esses outros caras me tratando como mais uma, tenho vontade de te procurar e dizer: "Poxa, você me deixou mal acostumada, volta aqui, vem cá e ensina à esses ogros como é que se trata uma mulher." Mas acontece que eu não sou nem louca de fazer isso, eu queria ser, mas não sou.
Eu não te amei, e acho que esse vai ser o maior arrependimento da minha vida, e espero que se arrependa também por não ter me amado. Assim como eu, creio que você também não saiba de quem foi a culpa para que tudo acabasse, talvez a culpa seja de nós dois que não lutamos à favor de nós.
Flávia Faria
Eu estava perdidamente apaixonada por você, isso eu reconheço, mas foi uma coisa tão passageira, eu ainda sinto o seu gosto em minha boca, e ainda reconheço o seu perfume em outrem. Minhas amigas ficaram mais encantadas com você, que eu mesma, se isso é possível eu não sei, mas era o que parecia.
Eu sei, você sabe, todos nós sabemos, que estar apaixonada não é a mesma coisa que amar, mas meu Deus, como eu queria que você tivesse permitido que eu te amasse. Como eu rezei para que isso desse certo.
Uma coisa engraçada é que eu não chorei, de verdade, não derramei uma lagrima por você, talvez seja esse o motivo para que eu não tenha nenhum rancor de você, porque você só me fez bem, e apesar de todo bem, quando acabou, não fez cócegas, era tão bom que não parecia real, eu estava anestesiada, estava preparada para o fim, sabia que iria acontecer, mesmo que você fizesse tudo para que isso não ficasse escancarado, mesmo que você dissesse a todo tempo que iria estar sempre por perto.
Reconheço que uma vez ou outra sinto a sua falta, falta de você me mandando dormir cedo, ou de quando ficávamos até 4 da manhã ao telefone, de todas as manhãs ser acordada com uma mensagem sua de "bom dia", ou com uma chamada, não existia nada melhor que ouvir sua voz pela manhã, minha rotina era essa, sua voz era a primeira que eu ouvia ao acordar, e a última ao dormir.
Vendo todos esses outros caras me tratando como mais uma, tenho vontade de te procurar e dizer: "Poxa, você me deixou mal acostumada, volta aqui, vem cá e ensina à esses ogros como é que se trata uma mulher." Mas acontece que eu não sou nem louca de fazer isso, eu queria ser, mas não sou.
Eu não te amei, e acho que esse vai ser o maior arrependimento da minha vida, e espero que se arrependa também por não ter me amado. Assim como eu, creio que você também não saiba de quem foi a culpa para que tudo acabasse, talvez a culpa seja de nós dois que não lutamos à favor de nós.
Flávia Faria
Marcadores:
amor e desilusão.,
saudade.

4.6.13
A confusão em seus olhos que diz tudo
Perto de você eu sinto tudo, menos segurança.
Flávia Faria.
Flávia Faria.
Marcadores:
amor e desilusão.,
sobre você.

Antes dos três meses.
Eu não queria ser de ninguém, entende? Ou talvez não sabia. Os homens achavam que estavam se aproveitando de mim, mal sabiam eles que eu apenas estava entrando nos seus joguinhos com mesmo intuito, era pura diversão.
Às vezes aparecia aqueles que queriam pagar de protetor e queria cuidar de mim, coitados, eram os que mais passavam raiva, eu não tinha dó, sabe? Porque eu sempre deixei claro o que eu queria. Eu era rebelde, revoltada, até hoje eu não sei qual o verdadeiro motivo de tanta revolta, meus pais sempre foram legais comigo, sempre tive muitos amigos, talvez eu era só mimada demais.
Daí apareceu alguém que me quebrou, que me deixou da forma que eu costumava deixar minhas vítimas, aliás, acho que ele fez pior, foi mais cruel.
Se me perguntassem o que eu via nele, eu sem pensar muito diria que via eu mesma em uma versão masculina, uma resposta rápida e clichê. Era meu espelho, por este motivo eu achei que estaria segura, mas o que eu não parei pra pensar é que se ele era igual à mim, eu nunca estaria segura, ninguém nunca se sentiu seguro comigo, nem eu mesma. Mas eu não pensei nisso, eu estava tão focada nele, tão deslumbrada, como alguém podia ser tão legal, cara?
Eu vivi os melhores meses ao lado dele, se eu falasse aqui que foram anos, vocês logo pensariam que então ele até me aturou por muito tempo e talvez nem brincou comigo, só cansou mesmo. Mas não foram anos, foram meses, exatos doze meses, um ano, para ser mais exata.
Se eu pudesse voltar naquele dia 22 de abril, eu voltaria, não para não o conhecer, ou para mudar algo, só voltaria para poder reviver o exato momento em que eu bati os olhos nele, lá no canto do parque, sentado sozinho, tocando seu violão, ele tocava "Tom Waits - Hold On." Acho que foi exatamente o que me chamou a atenção nele, porque ele tinha a voz rouca igual, puta que pariu, aquela voz... Será que nunca mais vou escuta-la? Será mesmo que nunca mais ele ira sussurrar no meu ouvido?
Como vocês podem perceber eu não tenho raiva dele, talvez magoa, e eu sei que nos primeiros meses, antes da gente se apaixonar, ele até que gostava de mim, me achava legal, gostava de me ter por perto.
Vou explicar agora o porquê de tudo ter desandado depois dos três meses. A gente já tinha algo, nada muito esclarecido, eramos mais que amigos, e menos que namorados, ele disse que estava apaixonado por mim, e que isso não o fazia bem, foi quando pediu que eu me afastasse, claro que eu não o fiz. Mas ele o fez, ficou algumas semanas distante, até que um dia apareceu na porta de minha casa, como se nada tivesse acontecido. Eu faria o mesmo no lugar dele, mas com ele, eu não era eu, entende? Eu tratava os outros da forma que ele me tratava, mas ele eu tratava diferente, porque eu o amava.
Antes dos três meses a gente ia ao cinema, parques, agora ele não precisava ficar sozinho no parque, eu estava sempre com ele, feito Johnny e June, nunca um sem o outro. Lembro que após tocar e fumar no parque íamos para casa da tia dele, com quem ele morava, acho que da quarta vez que eu fui ele me contou um segredo, disse que eu fui a primeira garota que ele levava pra casa, teve até uma vez que a tia dele preparou um almoço pra gente, mas ele sempre deixou claro que eu era sua melhor amiga, por isso eu tinha tanta prioridade, era questão de amizade, não de amor. Antes dos três meses ele me queria por perto, porque me via como uma amiga.
Depois dos três meses, lembro o exato dia em que eu percebi que o amava, acho que pulei o estágio de estar apaixonada, porque eu tinha certeza que era amor, não apenas paixão. Bom, eu percebi que o amava da pior forma possível, eu o vi com outra no parque, ele não sabia que eu iria até o parque naquele dia, já que tinha uma prova para fazer, mas acabei indo, quando o vi com outra, meu coração desparrou, minhas pernas ficaram tremulas, e eu fiquei em choque, ele me viu e parou de beija-lá. Eu não entendo como alguém abre os olhos no meio do beijo, mas ele abriu, e no momento que abriu ele me viu. Eu não corri, não chorei, eu sentei, sentei mesmo, eu não conseguia ficar de pé, tudo doía, ele veio ao meu encontro e ficou quieto, não disse uma palavra, pelo visto a garota que ele estava percebeu a situação e foi embora. E ele continuava mudo e eu também, até que ele quebrou o silencio, dizendo que a gente não tinha nada, que não existia motivo para ciúmes. Ele tinha razão, mas mesmo assim eu continuei calada, levante-me e fui embora.
Depois disso, nada foi igual sabe? Tudo foi um saco, porque ele sabia que eu o amava, e foi quando ele começou a perceber que estava gostando de mim também. Foi quando ele começou a me tratar mal, a me ignorar. E foi assim por doze meses, até o dia em que ele resolveu ir embora, sem dizer para onde, com quem foi, se vai voltar, ele apenas deixou um bilhete, dizendo "Tu me estragastes, aliás, tu tentastes estragar-me, por isso estou à ir embora, tua presença me sufoca, estar perto de ti é agoniante, sinto-me um bobo, parece até que sou normal, tu fizeste que eu me sentisse apaixonado, foi a pior experiencia que já tive em minha vida, por isso estou afastando-me, por amar-te, um amor que nos sufoca. Não vou despedir-me dizendo "até um dia" porque não pretendo voltar. Beijos e abraços com todo amor odioso que mereces."
Foi a coisa mais linda e mais doentia que alguém já me disse, ele confessou que me amava, doeu quando eu percebi que não poderia fazer aproveito dessa confissão. Já se passaram dois anos desde a última vez que o vi, desde a última vez que o abracei, e eu ainda lembro de tudo, se eu soubesse que seria a última vez, eu teria o beijado mais intensamente, mas a gente nunca sabe essas coisas, né? Talvez não foi a última vez, talvez ele volte, como já fez antes, ele sempre ia, mas sempre voltava, das outras vezes ele não demorou tanto, mas talvez seja porque das outras vezes ele não sabia que amava-me.
Flávia Faria.
Marcadores:
Amizade.,
amor e desilusão.,
saudade.


9.10.12
Eu não tenho raiva de você, talvez magoa, mas não chega ser raiva, entende? E eu quero sim continuar sua amiga, quero muito, mas infelizmente eu não consigo, eu quero, mas não posso, eu quero, mas nem sempre o que queremos é o melhor pra gente, nem sempre o que queremos é o que podemos fazer.
E infelizmente esse é o nosso caso, não posso ser sua amiga, porque eu não consigo, nunca vou conseguir te ver apenas como amigo, nunca vou conseguir te tratar apenas como amigo, eu posso até tentar, e conseguir, mas vai ser massacrante demais, vai doer demais.
Então, eu posso até gostar de você, posso até gostar da nossa amizade, mas eu gosto ainda mais de mim, e não posso fazer isso comigo, seria masoquismo demais, e eu sei que a unica forma de fazer com que eu te esqueça, mesmo que eu não queira, é afastando-me de você.
Flávia Faria.
Marcadores:
Amizade.,
amor e desilusão.,
saudade.

6.3.12
Take me back to the start
“Você me tem fácil demais, mas não parece capaz, de cuidar do que possui. Você sorriu e me propôs que eu te deixasse em paz, me disse vai, e eu não fui.”
ㅤㅤCreio eu, que este foi o mais longo tempo, que fiquei sem escrever-te, toda semana, mesmo que fosse a ultima folha de um livro, ou caderno, eu escrevia (mas nunca enviava)... Eu escrevia sobre como você era insuportável, ou como eu era idiota por não conseguir afastar-me, ou então de como eu era covarde por sempre voltar atrás no que eu dizia, ou de como você era a coisa mais linda que já havia passado na minha vida até então. Eu sempre dizia a mim mesma que nunca mais iria atrás de você, mas era só você vir com um “oi” que eu ficava toda boba, “Você até parece um vício, que largar é quase impossível, exige muito sacrifício.” Pois é, eu esquecia tudo que havia prometido, e o que meus amigos haviam me aconselhado, meus amigos... Que sempre diziam que aquilo não iria dar certo, que eu iria machucar-me feio, por continuar cedendo, estavam certos, mas eu não os ouvia ainda bem que eu não os ouvia, eu sempre passava por cima de tudo, e não sei daqui há um tempo, mas até agora, eu não arrependo-me de nada, e com certeza faria tudo outra vez, cada vírgula, sem tirar nada, nem uma discussão que seja.
ㅤㅤ
ㅤㅤ“Já percebeu que em um minuto estamos rindo, e no minuto seguinte estamos brigando como se não houvesse mais volta, e depois estamos rindo outra vez e falando de como uma é importante na vida da outra?” Era isso que prendia-me à você, esse “poder” que tínhamos de em uma hora dizer coisas horríveis uma para outra, mas depois estávamos lá, como se não houvesse acontecido absolutamente nada.
ㅤㅤEu tenho amigos de infância, que na primeira briga que tivemos, nunca mais voltamos a nos falar como antes, nada foi como antes. Então eu penso assim que o tal “poder” que citei antes que tínhamos, era único, um em um milhão. Tal “poder” que eu acreditava ter só entre meus irmãos e meus pais, sabe aquela coisa de família, que uma hora briga, mas logo em seguida já estão se falando como se nada tivesse acontecido... Porque era essa, a única explicação para tudo isso. Por isso, e por muito mais que eu sinto falta até das discussões, por isso eu não mudaria nada do que nos aconteceu. E como diz o grande Humberto Gessinger: “Nós dois temos os mesmos defeitos, sabemos tudo a nosso respeito, somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos...“ E não deixam mesmo, somos a prova viva disso. Eu espero que aconteça com a gente, assim como na música “pra ser sincero” do Humberto Gessinger, “Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação...” Seria pedir muito? Depois de tudo, isso seria o mínimo que o senhor “destino” poderia fazer por nós, o mínimo.
ㅤㅤOutro dia eu vi um trecho de um texto da Daniella F; e me vi totalmente nele, era exatamente o que acontecia comigo, era exatamente como meus amigos me viam em relação a você, era assim o trecho: “Ele é meu, mas eu sou tua. Todos sabem disso. Durante o meu choro eu só pensava que se fosses tu, a estar junto comigo, nem me perguntarias qual a razão para eu estar assim. Eu gosto dele, mas ele não és tu. “Ele não és tu”. Quantas vezes eu já repeti estas palavras! Quantas vezes eu já escrevi sobre isto? Não sei. Talvez muitas. Estar com ele, são tentativas de te esquecer. Tentativas que dão sempre errado.”
ㅤㅤÉ bem isso, até hoje, eu posso conhecer pessoas legais, educadas, pessoas de todos os tipos e gostos legais, mas não adianta, não é você ali, eu fico imaginando o que você diria daquela pessoa, se você iria dizer que o cabelo dela é horrível, ou que ele não sabe falar direito, essas coisas que você não consegue evitar comentar, sabe?! Agora que eu não converso mais com você, quando estou triste, meus amigos não conseguem entender o porquê da minha tristeza, mas poxa será que é tão difícil entender que eu sinto sua falta? E que isso não faz de mim uma idiota? Ou até faça, mas não adianta tentar explicar para eles, não adianta dizer que por mais que tudo parecia ser tão difícil de lidar, por mais que você fosse difícil de lidar, eu era igual, talvez eles não entendam por serem meus amigos e não confessar que eu sou um pé no saco igual. Mas qual a graça de pessoas fáceis de lidar? Sério mesmo, qual a graça... Eu não vejo graça em uma pessoa que abaixe cabeça para tudo que eu fale ou faça, que concorde com tudo, para que não tenha uma discussão, que saco! Com isso eu penso que se a pessoa não é uma banana, ela está com tédio de conversar comigo e está fazendo pouco caso de mim, haha. Mas é isto que eu tenho para dizer-te, posso até arrepender-me de escrever-te e acabar apagando, mas foda-se, hoje eu estou tão de boa comigo mesma, estou tão zen, que não vi mal algum em escrever-te. Mas enfim, até qualquer dia, minha amiga...
Flávia Faria.
ㅤㅤCreio eu, que este foi o mais longo tempo, que fiquei sem escrever-te, toda semana, mesmo que fosse a ultima folha de um livro, ou caderno, eu escrevia (mas nunca enviava)... Eu escrevia sobre como você era insuportável, ou como eu era idiota por não conseguir afastar-me, ou então de como eu era covarde por sempre voltar atrás no que eu dizia, ou de como você era a coisa mais linda que já havia passado na minha vida até então. Eu sempre dizia a mim mesma que nunca mais iria atrás de você, mas era só você vir com um “oi” que eu ficava toda boba, “Você até parece um vício, que largar é quase impossível, exige muito sacrifício.” Pois é, eu esquecia tudo que havia prometido, e o que meus amigos haviam me aconselhado, meus amigos... Que sempre diziam que aquilo não iria dar certo, que eu iria machucar-me feio, por continuar cedendo, estavam certos, mas eu não os ouvia ainda bem que eu não os ouvia, eu sempre passava por cima de tudo, e não sei daqui há um tempo, mas até agora, eu não arrependo-me de nada, e com certeza faria tudo outra vez, cada vírgula, sem tirar nada, nem uma discussão que seja.
ㅤㅤ
ㅤㅤ“Já percebeu que em um minuto estamos rindo, e no minuto seguinte estamos brigando como se não houvesse mais volta, e depois estamos rindo outra vez e falando de como uma é importante na vida da outra?” Era isso que prendia-me à você, esse “poder” que tínhamos de em uma hora dizer coisas horríveis uma para outra, mas depois estávamos lá, como se não houvesse acontecido absolutamente nada.
ㅤㅤEu tenho amigos de infância, que na primeira briga que tivemos, nunca mais voltamos a nos falar como antes, nada foi como antes. Então eu penso assim que o tal “poder” que citei antes que tínhamos, era único, um em um milhão. Tal “poder” que eu acreditava ter só entre meus irmãos e meus pais, sabe aquela coisa de família, que uma hora briga, mas logo em seguida já estão se falando como se nada tivesse acontecido... Porque era essa, a única explicação para tudo isso. Por isso, e por muito mais que eu sinto falta até das discussões, por isso eu não mudaria nada do que nos aconteceu. E como diz o grande Humberto Gessinger: “Nós dois temos os mesmos defeitos, sabemos tudo a nosso respeito, somos suspeitos de um crime perfeito, mas crimes perfeitos não deixam suspeitos...“ E não deixam mesmo, somos a prova viva disso. Eu espero que aconteça com a gente, assim como na música “pra ser sincero” do Humberto Gessinger, “Um dia desses, num desses encontros casuais, talvez a gente se encontre, talvez a gente encontre explicação...” Seria pedir muito? Depois de tudo, isso seria o mínimo que o senhor “destino” poderia fazer por nós, o mínimo.
ㅤㅤOutro dia eu vi um trecho de um texto da Daniella F; e me vi totalmente nele, era exatamente o que acontecia comigo, era exatamente como meus amigos me viam em relação a você, era assim o trecho: “Ele é meu, mas eu sou tua. Todos sabem disso. Durante o meu choro eu só pensava que se fosses tu, a estar junto comigo, nem me perguntarias qual a razão para eu estar assim. Eu gosto dele, mas ele não és tu. “Ele não és tu”. Quantas vezes eu já repeti estas palavras! Quantas vezes eu já escrevi sobre isto? Não sei. Talvez muitas. Estar com ele, são tentativas de te esquecer. Tentativas que dão sempre errado.”
ㅤㅤÉ bem isso, até hoje, eu posso conhecer pessoas legais, educadas, pessoas de todos os tipos e gostos legais, mas não adianta, não é você ali, eu fico imaginando o que você diria daquela pessoa, se você iria dizer que o cabelo dela é horrível, ou que ele não sabe falar direito, essas coisas que você não consegue evitar comentar, sabe?! Agora que eu não converso mais com você, quando estou triste, meus amigos não conseguem entender o porquê da minha tristeza, mas poxa será que é tão difícil entender que eu sinto sua falta? E que isso não faz de mim uma idiota? Ou até faça, mas não adianta tentar explicar para eles, não adianta dizer que por mais que tudo parecia ser tão difícil de lidar, por mais que você fosse difícil de lidar, eu era igual, talvez eles não entendam por serem meus amigos e não confessar que eu sou um pé no saco igual. Mas qual a graça de pessoas fáceis de lidar? Sério mesmo, qual a graça... Eu não vejo graça em uma pessoa que abaixe cabeça para tudo que eu fale ou faça, que concorde com tudo, para que não tenha uma discussão, que saco! Com isso eu penso que se a pessoa não é uma banana, ela está com tédio de conversar comigo e está fazendo pouco caso de mim, haha. Mas é isto que eu tenho para dizer-te, posso até arrepender-me de escrever-te e acabar apagando, mas foda-se, hoje eu estou tão de boa comigo mesma, estou tão zen, que não vi mal algum em escrever-te. Mas enfim, até qualquer dia, minha amiga...
Flávia Faria.
Marcadores:
Amizade.,
amor e desilusão.,
saudade.

3.1.12
Minha Querida,
Será esta a última carta que te vou escrever. Torna-se necessário que o faça para ficares a saber o que tenho de novo para te dizer. Lembra-te que não me interessa saber se vais ou não dar importância, acho porém, que seria justo da minha parte dar conhecimento.
Conhecer-te foi algo maravilhoso e os momentos que vivemos juntos, considerei os mais fantásticos de sempre. Foste sem dúvida a pessoa mais importante da minha vida e não vou negar que serás inesquecível, dure dias ou anos. Assim serás por ter sofrido demais com este amor não correspondido e não penses que te condeno por isso, muito menos quero que fiques com a ideia que o meu amor por ti se transformou em ódio ou raiva. Não, claro que não, não transformei esse amor em sentimentos opostos, nem sinto mais amor por ti. Tu sabes perfeitamente o quanto eu sofria, sempre soubeste e por isso quero que te sintas bem com esta carta que te escrevo. Vives dentro de mim por tudo o que representaste de bem e de mau também, a revolta, tristezas ou desilusões que me causaste, só aconteceram por eu ter permitido que me fizesses mal ou melhor, eu é que me mal tratei e sei melhor que ninguém que nunca me quiseste magoar.
Acho que sempre tiveste medo quando falava desse amor por ti. Tiveste medo de confiar, acreditar ou apostar naquela relação que poderia vir a ser eterna. Na minha opinião isso revela uma tremenda insegurança da tua parte, demonstrada pelas vezes que dissemos um ao outro para cada um seguir o seu caminho e horas mais tarde estávamos de novo juntos. Insegurança essa mais que revelada na forma como decidiste sair da minha vida, ao não teres sido capaz de apresentar um motivo ou a coragem para dizer adeus. Não tenho dúvidas, que se o tivesses feito, tinha sido mais fácil esquecer-te, o que revela a meu ver seres muito imatura, dona de um mundo que se torna pequeno até mesmo para albergar a tua presença. Durante anos vivi apaixonado por ti. Primeiramente lutei com todas as minhas forças para te conquistar. Nesses momentos sonhava contigo de uma forma optimista. Ao final de alguns meses percebi que lutar não era tudo – decidi esperar por ti. Vivia uma mistura de amor com solidão e por fim, tinha chegado a altura de perceber que o nosso destino, aquele que nos juntou, era o mesmo que não iria querer que ficássemos juntos. Ainda acreditei que íamos ficar amigos, o que nem isso aconteceu.
Após a tua ida, atravessei diversas fases. Aceitar que já não estarias mais ao meu lado, aceitar que não irias voltar a chamar-me de “meu amor”, acordar com o teu bom dia ou adormecer ao sabor da tua voz romântica, levou-me ao desespero. Chorei rios de lágrimas, não tenho vergonha de admitir, chegando à conclusão que quem não nos quer ver a sofrer, não dá motivos para derramar uma única lágrima. As saudades doíam, mas isso é algo que vamos ainda sentir, não achas? Eram estas as cartas o meu refugio para diminuir a intensidade das saudades e consciente que enquanto pensava em ti, estava a dar-te espaço e tempo quando o que toda a gente me dizia não seres merecedora. Veio a fase do falso esquecimento, coração cicatrizado de profundas feridas, fingindo que amava outras mulheres na expectativa que elas iriam fazer-me esquecer-te. Mas acredita que é das piores coisas que podemos fazer, por não trazer bons resultados. Pensava em ti, em nós, aquilo que fomos e podíamos ter sido, se bem que hoje agradeço por tudo ter acontecido tal como aconteceu. Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. Eu quis tanto que me amasses, mesmo sabendo que não se pode querer isso dos outros.
Entre o querer esquecer-te e continuar a viver com uma dor mais amenizada, levou o seu tempo, o que também em nada ajudaste. Gostava que a tua vontade consistisse em que tudo fosse mais leve para mim. Se não me amavas, a dor da despedida podia ser menor caso fosse essa a tua intenção, mas acho que nem em mim mais pensaste quando arranjaste namorado, acabando por ficar sem espaço na tua vida. Não estou a incutir culpa e sobretudo para mim, porque já sofri tudo o que tinha a sofrer por ti. Eu não morri, mesmo que tenha visto a morte pela frente, passei a relativizar o que não se torna fundamental para a minha sobrevivência. A proximidade com a morte tem um lado profundamente libertador. Acredita que nós nunca morremos, apenas passamos para uma outra dimensão e eis que tinha chegado o momento certo para te esquecer e ver a vida com outros olhos. Foram estes mesmos olhos que viram de novo uma forma de vida bem mais feliz, pela ausência da tua existência. No teu lugar não existe mais ninguém, esse espaço simplesmente foi extinto dentro de mim, colocando uma simples placa a dizer: Tudo passa! Pois é minha Querida, é bem verdade que tudo passa na nossa vida, como tu passaste por mim e não ficaste. É preciso que queiramos muito para que tudo passe e eu quis muito. Hoje posso dizer com toda a certeza que te esqueci. Mas não é só isto que quero dizer para ti, aliais o motivo maior para estar a escrever uma última carta, serve para que saibas que hoje vivo imensamente feliz por ter vencido as lutas em teu nome e que iam destruindo a minha vida. Vivo de novo apaixonado por uma mulher, diria profundamente apaixonado e conhecedor dos meus sentimentos serem recíprocos. Ela faz-me sentir bem comigo mesmo, bem com ela, bem com a vida e bem com todos. Este amor pode não ser para sempre, mas é inesquecível a cada dia que passa. Sabes que Ela fez-me acreditar em coisas que eu mesmo desconhecia dentro de mim? Pois bem, às vezes somos um poço de preciosidades que desconhecemos ter, achamo-nos pobres, quando na verdade somos possuidores de uma infinita riqueza.
Para terminar, não utilizarei mais a palavra “nós”, porque naquele dia D – dia do teu esquecimento, passámos a ser Eu e tu. Para ti desejo do fundo do coração que sejas imensamente feliz. Peço ainda que me perdoes todo o mal que possa ter causado, o que quanto a mim, perdoei-me e perdoei também os teus erros. Desejo que ames muito nesta vida, em primeiro lugar que ames a ti própria e só assim conseguirás amar os outros. Uma vida sem amor é como um rio sem peixes. Darei continuidade à minha vida com a mulher que eu agora encontrei e me faz desejar viver ao seu lado o resto da minha vida. Nunca pensei que amar fosse tão bom.
Se porventura um dia quiseres falar comigo, a minha porta continua aberta para uma visita tua. Espero que venhas por bem, caso contrário, o caminho que te traz até mim, será o mesmo que te leva de volta. Não te arrependas por não termos ficado juntos, acredita que me sinto bem mais feliz com Ela do que senti contigo. A vida é mesmo assim. Devolvo-te a chave de tudo o que aconteceu entre Eu e tu, não a quero mais comigo. Revive cada momento ou simplesmente atira-a sem destino e segue com a tua vida, assim como eu sigo com a minha com a certeza que no final da tempestade, um céu azul e um sol brilhante espera por mim e que jamais andaria sozinho, jamais. Caminhei, caminhei e encontrei quem sempre quis…até sempre.
Escrito a 9/I/2010
Fonte: http://amoutela.blogs.sapo.pt/
Será esta a última carta que te vou escrever. Torna-se necessário que o faça para ficares a saber o que tenho de novo para te dizer. Lembra-te que não me interessa saber se vais ou não dar importância, acho porém, que seria justo da minha parte dar conhecimento.
Conhecer-te foi algo maravilhoso e os momentos que vivemos juntos, considerei os mais fantásticos de sempre. Foste sem dúvida a pessoa mais importante da minha vida e não vou negar que serás inesquecível, dure dias ou anos. Assim serás por ter sofrido demais com este amor não correspondido e não penses que te condeno por isso, muito menos quero que fiques com a ideia que o meu amor por ti se transformou em ódio ou raiva. Não, claro que não, não transformei esse amor em sentimentos opostos, nem sinto mais amor por ti. Tu sabes perfeitamente o quanto eu sofria, sempre soubeste e por isso quero que te sintas bem com esta carta que te escrevo. Vives dentro de mim por tudo o que representaste de bem e de mau também, a revolta, tristezas ou desilusões que me causaste, só aconteceram por eu ter permitido que me fizesses mal ou melhor, eu é que me mal tratei e sei melhor que ninguém que nunca me quiseste magoar.
Acho que sempre tiveste medo quando falava desse amor por ti. Tiveste medo de confiar, acreditar ou apostar naquela relação que poderia vir a ser eterna. Na minha opinião isso revela uma tremenda insegurança da tua parte, demonstrada pelas vezes que dissemos um ao outro para cada um seguir o seu caminho e horas mais tarde estávamos de novo juntos. Insegurança essa mais que revelada na forma como decidiste sair da minha vida, ao não teres sido capaz de apresentar um motivo ou a coragem para dizer adeus. Não tenho dúvidas, que se o tivesses feito, tinha sido mais fácil esquecer-te, o que revela a meu ver seres muito imatura, dona de um mundo que se torna pequeno até mesmo para albergar a tua presença. Durante anos vivi apaixonado por ti. Primeiramente lutei com todas as minhas forças para te conquistar. Nesses momentos sonhava contigo de uma forma optimista. Ao final de alguns meses percebi que lutar não era tudo – decidi esperar por ti. Vivia uma mistura de amor com solidão e por fim, tinha chegado a altura de perceber que o nosso destino, aquele que nos juntou, era o mesmo que não iria querer que ficássemos juntos. Ainda acreditei que íamos ficar amigos, o que nem isso aconteceu.
Após a tua ida, atravessei diversas fases. Aceitar que já não estarias mais ao meu lado, aceitar que não irias voltar a chamar-me de “meu amor”, acordar com o teu bom dia ou adormecer ao sabor da tua voz romântica, levou-me ao desespero. Chorei rios de lágrimas, não tenho vergonha de admitir, chegando à conclusão que quem não nos quer ver a sofrer, não dá motivos para derramar uma única lágrima. As saudades doíam, mas isso é algo que vamos ainda sentir, não achas? Eram estas as cartas o meu refugio para diminuir a intensidade das saudades e consciente que enquanto pensava em ti, estava a dar-te espaço e tempo quando o que toda a gente me dizia não seres merecedora. Veio a fase do falso esquecimento, coração cicatrizado de profundas feridas, fingindo que amava outras mulheres na expectativa que elas iriam fazer-me esquecer-te. Mas acredita que é das piores coisas que podemos fazer, por não trazer bons resultados. Pensava em ti, em nós, aquilo que fomos e podíamos ter sido, se bem que hoje agradeço por tudo ter acontecido tal como aconteceu. Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. Eu quis tanto que me amasses, mesmo sabendo que não se pode querer isso dos outros.
Entre o querer esquecer-te e continuar a viver com uma dor mais amenizada, levou o seu tempo, o que também em nada ajudaste. Gostava que a tua vontade consistisse em que tudo fosse mais leve para mim. Se não me amavas, a dor da despedida podia ser menor caso fosse essa a tua intenção, mas acho que nem em mim mais pensaste quando arranjaste namorado, acabando por ficar sem espaço na tua vida. Não estou a incutir culpa e sobretudo para mim, porque já sofri tudo o que tinha a sofrer por ti. Eu não morri, mesmo que tenha visto a morte pela frente, passei a relativizar o que não se torna fundamental para a minha sobrevivência. A proximidade com a morte tem um lado profundamente libertador. Acredita que nós nunca morremos, apenas passamos para uma outra dimensão e eis que tinha chegado o momento certo para te esquecer e ver a vida com outros olhos. Foram estes mesmos olhos que viram de novo uma forma de vida bem mais feliz, pela ausência da tua existência. No teu lugar não existe mais ninguém, esse espaço simplesmente foi extinto dentro de mim, colocando uma simples placa a dizer: Tudo passa! Pois é minha Querida, é bem verdade que tudo passa na nossa vida, como tu passaste por mim e não ficaste. É preciso que queiramos muito para que tudo passe e eu quis muito. Hoje posso dizer com toda a certeza que te esqueci. Mas não é só isto que quero dizer para ti, aliais o motivo maior para estar a escrever uma última carta, serve para que saibas que hoje vivo imensamente feliz por ter vencido as lutas em teu nome e que iam destruindo a minha vida. Vivo de novo apaixonado por uma mulher, diria profundamente apaixonado e conhecedor dos meus sentimentos serem recíprocos. Ela faz-me sentir bem comigo mesmo, bem com ela, bem com a vida e bem com todos. Este amor pode não ser para sempre, mas é inesquecível a cada dia que passa. Sabes que Ela fez-me acreditar em coisas que eu mesmo desconhecia dentro de mim? Pois bem, às vezes somos um poço de preciosidades que desconhecemos ter, achamo-nos pobres, quando na verdade somos possuidores de uma infinita riqueza.
Para terminar, não utilizarei mais a palavra “nós”, porque naquele dia D – dia do teu esquecimento, passámos a ser Eu e tu. Para ti desejo do fundo do coração que sejas imensamente feliz. Peço ainda que me perdoes todo o mal que possa ter causado, o que quanto a mim, perdoei-me e perdoei também os teus erros. Desejo que ames muito nesta vida, em primeiro lugar que ames a ti própria e só assim conseguirás amar os outros. Uma vida sem amor é como um rio sem peixes. Darei continuidade à minha vida com a mulher que eu agora encontrei e me faz desejar viver ao seu lado o resto da minha vida. Nunca pensei que amar fosse tão bom.
Se porventura um dia quiseres falar comigo, a minha porta continua aberta para uma visita tua. Espero que venhas por bem, caso contrário, o caminho que te traz até mim, será o mesmo que te leva de volta. Não te arrependas por não termos ficado juntos, acredita que me sinto bem mais feliz com Ela do que senti contigo. A vida é mesmo assim. Devolvo-te a chave de tudo o que aconteceu entre Eu e tu, não a quero mais comigo. Revive cada momento ou simplesmente atira-a sem destino e segue com a tua vida, assim como eu sigo com a minha com a certeza que no final da tempestade, um céu azul e um sol brilhante espera por mim e que jamais andaria sozinho, jamais. Caminhei, caminhei e encontrei quem sempre quis…até sempre.
Escrito a 9/I/2010
Fonte: http://amoutela.blogs.sapo.pt/
Marcadores:
amor e desilusão.

O dia em que te esqueci
Esta carta é um ajuste de contas, uma confissão, um grito de revolta, um lamento de tristeza. Quando comecei a escrever queria esquecer-te à viva força, como quem arranca as crostas de uma ferida que ainda não sarou. O resultado foi semelhante, fiquei com a alma em carne viva. Pode existir maior clichê?
Depois da forma ignóbil e cobarde como te comportaste da última vez que estivemos juntos, nunca mais poderás ascender ao pedestal da tua suposta dignidade. Restava-te apenas aquilo que fizeste: sair pelo teu pé, ligeiramente cambaleante, de olhos postos no chão e sem olhar para trás. E eu não percebi.
Neste fim de semana fugiste porque não me querias ver. E pela primeira vez em 5 anos questionei porquê. Ainda pensei em ti todos os dias, ainda tive saudades tuas, mas saudades um do outro é algo que vamos sentir sempre. não é?
Quando duas pessoas foram tão próximas como nós, e viveram essa proximidade de uma maneira unica, aquilo a que tão raramente podemos chamar intimidade, há marcas que ficam para sempre na nossa memória, sendo por isso inútil e ingênuo, tentar apaga-las.
É mais fácil arrancar uma árvore á terra com todas as suas raizes do que esquecer a intimidade. Tu vives em mim por tudo o que representaste de bom e que foste de mau.
Deixei que voltasses a invadir o meu coração e agora chorei, não por ti, mas por mim e por ter sido tão estupida. É que tive um sonho e tu robaste-mo. Mas isso é outra historia.
Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. Mas ainda te amo profundamente, quando todos me aconselham a desistir de ti.
Uma das melhores coisas da vida é que ela muda. Nem sempre muda quando queremos ou como desejamos, mas muda. E no meu caso, porque sou uma pessoa abençoada, muda para melhor. Pelo menos acredito que assim é. E o mais importante não é aquilo que vivemos, mas aquilo em que acreditamos. Tu escolheste viver sem mim, e eu vou aprender a viver sem ti. O que sempre me neguei a fazer, mas que hoje me vi obrigada.
Apaixonamo-nos por aquilo que não conhecemos e amamos aquilo que conhecemos. Eu amei-te na medida em que te conheci, provavelmente melhor do que ninguém, enquanto tu apenas te apaixonaste? Eu conheço te demasiado bem, amei-te por tudo o que me fizeste sentir, por ser quem era e como era quando estávamos juntos: feliz, um pouco frágil, sonhadora, dócil como nunca fui com qualquer outro homem.
Desta vez fui mais teimosa do que alguma vez tu ou eu imaginamos possível. E só desisti quando finalmente aceitei que o homem que dorme comigo todas as noites e no dia seguinte escolhe outra não pode ser o mesmo homem que sonhei ter ao meu lado. Não merece o meu amor. Aqueles que merecem as tuas lágrimas são os que nunca te fariam chorar. E foi assim que te fechei o meu coração, para sempre, acredito.
Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes regressa feito numa bola de trapos. É preciso reconstruí-lo com paciência e amor próprio. E outras vezes não volta, fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado. Espero que esse não seja o meu caso.
Poucos sabem que muitas vezes aquilo que nos alimenta também nos mata. O meu amor louco por ti matou muitas coisas em mim.
Abri te desta vez o coração,. talvez por saber que já te perdera, não por mim, mas por ti, e porque senti que estava tudo a perder-se, mais uma vez te abri o coração e deixei-me ir, sem pensar no peso das minhas palavras. Ninguém me vê como tu, ninguém te vê como eu.
Vivi iludida durante tanto tempo, julgando que o amor era feito de grandes arrebatamentos! Até será, certamente, para os espiritos apaixonados. Momentos perdidos no tempo não enchem os dias. Noites sozinha na cama a desejar o teu corpo ao meu lado, semanas, meses anos de uma solidão povoada de segundas escolhas, até apareceres outra e outra vez, e para que??? Para me obrigares a por o meu coração ao espelho e depois desapareceres, de novo? para assegurares que o meu amor por ti se mantinha, eterno, certo, intemporal, intocável?
Tu não voltavas para mim, voltavas para ti e para ti. As minhas injecções de afecto alimentavam-te o ego. Os teus regressos serviam para marcares ainda e sempre o teu territorio. Porque não é verdade, meu AMOR, estou agora a crer que nunca houve amor. Não da tua parte.
E já que não posso voar por cima das pedras que me vão surgindo pelo caminho, guardo-as uma a uma, para construir o meu castelo. Demorei vinte anos à construí-lo, pensando que um dia viverias nele. E tu agora já não cabes lá dentro.
Este já é o dia em que te esqueci. É quando arrumamos aqueles que amamos no nosso coração e encontramos a paz que podemos dizer que tudo acabou. Sei agora que te vejo com outros olhos, ainda que eu seja sempre a mesma, aquela que te amou. A realidade é evolutiva, e as saudades também vão morrendo, porque não podemos continuar a amar aquilo que já não existe.
Quando eu disse que não conseguia esquecer-te, a verdade e que não queria esquecer-te. Só consegues quando queres.
Vou encontrar o meu próprio caminho... Afinal foste tu que me perdeste, e nenhuma outra da tua espiral que não para, será eu...
Margarida Rebelo Pinto
Depois da forma ignóbil e cobarde como te comportaste da última vez que estivemos juntos, nunca mais poderás ascender ao pedestal da tua suposta dignidade. Restava-te apenas aquilo que fizeste: sair pelo teu pé, ligeiramente cambaleante, de olhos postos no chão e sem olhar para trás. E eu não percebi.
Neste fim de semana fugiste porque não me querias ver. E pela primeira vez em 5 anos questionei porquê. Ainda pensei em ti todos os dias, ainda tive saudades tuas, mas saudades um do outro é algo que vamos sentir sempre. não é?
Quando duas pessoas foram tão próximas como nós, e viveram essa proximidade de uma maneira unica, aquilo a que tão raramente podemos chamar intimidade, há marcas que ficam para sempre na nossa memória, sendo por isso inútil e ingênuo, tentar apaga-las.
É mais fácil arrancar uma árvore á terra com todas as suas raizes do que esquecer a intimidade. Tu vives em mim por tudo o que representaste de bom e que foste de mau.
Deixei que voltasses a invadir o meu coração e agora chorei, não por ti, mas por mim e por ter sido tão estupida. É que tive um sonho e tu robaste-mo. Mas isso é outra historia.
Tu foste a minha grande aposta e a minha maior decepção. Mas ainda te amo profundamente, quando todos me aconselham a desistir de ti.
Uma das melhores coisas da vida é que ela muda. Nem sempre muda quando queremos ou como desejamos, mas muda. E no meu caso, porque sou uma pessoa abençoada, muda para melhor. Pelo menos acredito que assim é. E o mais importante não é aquilo que vivemos, mas aquilo em que acreditamos. Tu escolheste viver sem mim, e eu vou aprender a viver sem ti. O que sempre me neguei a fazer, mas que hoje me vi obrigada.
Apaixonamo-nos por aquilo que não conhecemos e amamos aquilo que conhecemos. Eu amei-te na medida em que te conheci, provavelmente melhor do que ninguém, enquanto tu apenas te apaixonaste? Eu conheço te demasiado bem, amei-te por tudo o que me fizeste sentir, por ser quem era e como era quando estávamos juntos: feliz, um pouco frágil, sonhadora, dócil como nunca fui com qualquer outro homem.
Desta vez fui mais teimosa do que alguma vez tu ou eu imaginamos possível. E só desisti quando finalmente aceitei que o homem que dorme comigo todas as noites e no dia seguinte escolhe outra não pode ser o mesmo homem que sonhei ter ao meu lado. Não merece o meu amor. Aqueles que merecem as tuas lágrimas são os que nunca te fariam chorar. E foi assim que te fechei o meu coração, para sempre, acredito.
Quando amamos alguém, não perdemos só a cabeça, perdemos também o nosso coração. Ele salta para fora do peito e depois quando volta, já não é o mesmo, é outro, com cicatrizes novas. Às vezes regressa feito numa bola de trapos. É preciso reconstruí-lo com paciência e amor próprio. E outras vezes não volta, fica do outro lado da vida, na vida de quem não quis ficar ao nosso lado. Espero que esse não seja o meu caso.
Poucos sabem que muitas vezes aquilo que nos alimenta também nos mata. O meu amor louco por ti matou muitas coisas em mim.
Abri te desta vez o coração,. talvez por saber que já te perdera, não por mim, mas por ti, e porque senti que estava tudo a perder-se, mais uma vez te abri o coração e deixei-me ir, sem pensar no peso das minhas palavras. Ninguém me vê como tu, ninguém te vê como eu.
Vivi iludida durante tanto tempo, julgando que o amor era feito de grandes arrebatamentos! Até será, certamente, para os espiritos apaixonados. Momentos perdidos no tempo não enchem os dias. Noites sozinha na cama a desejar o teu corpo ao meu lado, semanas, meses anos de uma solidão povoada de segundas escolhas, até apareceres outra e outra vez, e para que??? Para me obrigares a por o meu coração ao espelho e depois desapareceres, de novo? para assegurares que o meu amor por ti se mantinha, eterno, certo, intemporal, intocável?
Tu não voltavas para mim, voltavas para ti e para ti. As minhas injecções de afecto alimentavam-te o ego. Os teus regressos serviam para marcares ainda e sempre o teu territorio. Porque não é verdade, meu AMOR, estou agora a crer que nunca houve amor. Não da tua parte.
E já que não posso voar por cima das pedras que me vão surgindo pelo caminho, guardo-as uma a uma, para construir o meu castelo. Demorei vinte anos à construí-lo, pensando que um dia viverias nele. E tu agora já não cabes lá dentro.
Este já é o dia em que te esqueci. É quando arrumamos aqueles que amamos no nosso coração e encontramos a paz que podemos dizer que tudo acabou. Sei agora que te vejo com outros olhos, ainda que eu seja sempre a mesma, aquela que te amou. A realidade é evolutiva, e as saudades também vão morrendo, porque não podemos continuar a amar aquilo que já não existe.
Quando eu disse que não conseguia esquecer-te, a verdade e que não queria esquecer-te. Só consegues quando queres.
Vou encontrar o meu próprio caminho... Afinal foste tu que me perdeste, e nenhuma outra da tua espiral que não para, será eu...
Margarida Rebelo Pinto
Marcadores:
amor e desilusão.,
saudade.

15.12.11
Você nem sempre vai conseguir uma segunda chance para ter alguém. Você nem sempre vai conseguir uma terceira, quarta e quinta chance até decidir levá-la a sério. Pode ter certeza que ela não vai perdoar suas burradas para sempre. Você já tem sorte por ela ter te perdoado da primeira vez. Valorize o que você tem, caralho e trate quem gosta de você da maneira que eles merecem ser tratados.
Por favor não a faça implorar. Não a deixe pensar que poderia ter alguém melhor que você. Não espere que ela lhe peça para ama-lá e que pergunte se você a quer ou não.
Tome uma iniciativa você também. Não a deixe tomar todas as decisões e iniciativas sozinha. E não me venha com desculpas depois, porque chega uma hora que não há mais espaço para desculpas.
Flávia Faria
Por favor não a faça implorar. Não a deixe pensar que poderia ter alguém melhor que você. Não espere que ela lhe peça para ama-lá e que pergunte se você a quer ou não.
Tome uma iniciativa você também. Não a deixe tomar todas as decisões e iniciativas sozinha. E não me venha com desculpas depois, porque chega uma hora que não há mais espaço para desculpas.
Flávia Faria
Marcadores:
amor e desilusão.

7.12.11
What to focus on: happy
Eu nunca vou tentar parar de amá-la, pelo menos não é o que eu pretendo fazer tão cedo. Não é assim que eu acredito que um dia a dor vá embora. Eu não acredito que vou acorda um dia e que a dor e o sofrimento se vá devido ao fato de que eu tenha deixado de amá-la. Eu aprendi a amar de longe. Comecei a perceber que está tudo bem tê-la trancada e amarrada em meu coração, não há problema em deixar que o amor dê voltas algumas vezes. Tudo bem chorar meses depois de ter perdido. Tudo bem chorar anos depois de ter perdido. É sempre bom ter aquelas horríveis e dolorosas dores no peito por dias. Que nada mais é que a prova do quão fortemente nos amamos. Na maioria dos dias não vale a pena. Alguns dias eu apenas me conformei que ela se foi.
Há uma pequena casa para ela construída agradavelmente e aconchegante dentro de mim. Que sempre permanecerá.
Um monte de gente vai dizer que eu não posso amar duas pessoas ao mesmo tempo. Um monte de gente vai dizer que eu não posso ser feliz com outra pessoa até que desapareça todos os sentimentos "sobre" o meu amor anterior. Então, o que será de mim se esse dia não chegar? E se eu amá-la eternamente? E se não há como parar isso? Não há como parar isso. O amor que eu senti por ela vai estar sempre comigo. Eu não preciso de alguém para substituir esse amor. Eu não preciso de alguém para cobrir isso. Não tenho nenhum interesse em encontrar alguém neste momento, mas quando essa hora chegar futuramente, meu coração será simplesmente muito maior. Ele terá crescido e um pequenino recanto estará aberto para quem eu vou então compartilhar minha vida.
Estou sempre preocupada porque as coisas não deram certo com ela, tenho medo de não dar certo com mais ninguém. De nunca mais conseguir ser plenamente capaz de dar mais amor a ninguém, e mesmo se eu pudesse, de alguma forma penso que não seria suficiente. Mas ouça-me, se você a ama de verdade, seu amor vai ser sempre suficiente.
Você não precisa parar de amar alguém para seguir em frente. Não há vergonha no fato de que você vai sempre estar apaixonado por alguém, para mim, que tipo de amor teria sido esse se ele acabou? Para mim, eu nunca vou ter outro amor igual a este que tem me consumido agora. Mesmo que, tudo que eu compartilhei com ela seja passado, não tem como apagar, esquecer, se livrar.
Estou cansada do amor. Tudo que eu quero é ser capaz de me enroscar na cama à noite e saber que mesmo estando sozinha, mesmo se eu perdi ela, eu ainda posso ser feliz. Não há problema em sentir dor e não há problema em ficar triste e não há problema em dar desculpas quando não queremos conversar com ninguém sobre seus sentimentos. Não se preocupe com mais ninguém além de você mesmo nesse momento.
Texto de Shannon modificado por: Flávia faria
Há uma pequena casa para ela construída agradavelmente e aconchegante dentro de mim. Que sempre permanecerá.
Um monte de gente vai dizer que eu não posso amar duas pessoas ao mesmo tempo. Um monte de gente vai dizer que eu não posso ser feliz com outra pessoa até que desapareça todos os sentimentos "sobre" o meu amor anterior. Então, o que será de mim se esse dia não chegar? E se eu amá-la eternamente? E se não há como parar isso? Não há como parar isso. O amor que eu senti por ela vai estar sempre comigo. Eu não preciso de alguém para substituir esse amor. Eu não preciso de alguém para cobrir isso. Não tenho nenhum interesse em encontrar alguém neste momento, mas quando essa hora chegar futuramente, meu coração será simplesmente muito maior. Ele terá crescido e um pequenino recanto estará aberto para quem eu vou então compartilhar minha vida.
Estou sempre preocupada porque as coisas não deram certo com ela, tenho medo de não dar certo com mais ninguém. De nunca mais conseguir ser plenamente capaz de dar mais amor a ninguém, e mesmo se eu pudesse, de alguma forma penso que não seria suficiente. Mas ouça-me, se você a ama de verdade, seu amor vai ser sempre suficiente.
Você não precisa parar de amar alguém para seguir em frente. Não há vergonha no fato de que você vai sempre estar apaixonado por alguém, para mim, que tipo de amor teria sido esse se ele acabou? Para mim, eu nunca vou ter outro amor igual a este que tem me consumido agora. Mesmo que, tudo que eu compartilhei com ela seja passado, não tem como apagar, esquecer, se livrar.
Estou cansada do amor. Tudo que eu quero é ser capaz de me enroscar na cama à noite e saber que mesmo estando sozinha, mesmo se eu perdi ela, eu ainda posso ser feliz. Não há problema em sentir dor e não há problema em ficar triste e não há problema em dar desculpas quando não queremos conversar com ninguém sobre seus sentimentos. Não se preocupe com mais ninguém além de você mesmo nesse momento.
Texto de Shannon modificado por: Flávia faria
Marcadores:
amor e desilusão.,
sobre você.

13.11.11
Veio manso, abraçou, preparou chá, limpou o que sangrava, fez curativo no que o tempo não havia conseguido fechar. Estendeu a mão, contou sua história, entregou toda a doçura que ainda existia no que também lhe doía. Ambos machucados, vendo esperança no que o outro perdera… Tentando nos convencer de que a partir daquele nada poderíamos ter algo novamente. Foi ali que achei que nós nos entenderíamos.
Encarava fulminantemente o âmago dos meus olhos e me desconcertava todas as vezes. Brincava de fita-lo até que ele desviasse o olhar, mesmo sabendo que eu sempre desistia segundos depois. Ele mais destemido e eu sempre acanhada. Não suportava aquele olhar tão determinado, ele me desmontava em inúmeros pequenos pedacinhos que ficavam aos seus pés… Esperando serem consertados. Desviei o olhar. O que sinto era tão tímido quanto eu e até um pouco imaturo.
Tive vontade de abandonar longe de casa tantas memórias tristes depois que seus dedos tocaram meus cabelos embaraçados. Nada que me remetesse a outras histórias nem a outros amores, quis manter apenas a pessoa na qual eu havia me tornado a partir deles. Prefiro este eu, disse baixinho, o eu que aprendeu muito. Estive disposta a construir um mundo todo do zero, caso nada no meu mundo pudesse ser salvo. Estive disposta a me reconstruir de diversas formas, caso alguma pudesse dar certo pra nós. Quis dar muito de mim, você sorriu e eu quis te entregar quase tudo.
Aproximou-se além do que deveria. Eu quis algo. Você corria em minha direção e fugia de mim ao mesmo tempo. Naquela semana suspeitei que você quisesse nada. A certeza doeu. A certeza perfurou o meu peito e o fez ressoar madrugada adentro. Voltei alguns passos pensando se o havia entendido errado, se havia o entendido ao menos em algum momento. Tentei descobrir quem você era. Quem é. Pensei se me enganei ou se me enganou. Já não sei mais o que você disse, nem o que eu quis escutar. Já não sei o que esqueço e o que quero lembrar.
Indecisos entre o algo e o nada, talvez tenhamos sido quase importantes um para o outro. Fomos quase algo que hoje é nada. Ou é algo. Talvez eu nunca entenda. Num momento quase tudo e no seguinte nada. Percebeu que nada nunca é quase, só é nada. Ponto. Tive nas mãos, segurei-o por alguns instantes. Mas nada. A gente tem que se sentir pronto, precisa enfiar os dois pés na lama e precisa continuar imerso quando o outro não está observando. Nem precisa querer, é só não conseguir em momento algum lutar contra. Eu quis algo. Quis protegê-lo e sabia que poderia fazê-lo mesmo quando não conseguia proteger sequer a mim mesma.
Fui acometida por uma catalepsia quase moral, ficar imóvel era uma dívida que eu precisava pagar à mim mesma. Precisava parar de escutar teu nome subindo as escadas, tocando no meu celular, trombando comigo na Augusta. Perdoe-me se precisei fazer de conta que nunca fomos parte um do outro. E se eu continuar fazendo: respira fundo e vive. Uma hora a gente se encontra e vai ser tudo igual e tudo completamente diferente. Depois se perde de novo, porque é provável que não sejamos mesmo um par. Vive.
Contabilizei se você mais curou do que abriu feridas, tive medo de saber o resultado.
Nicolle Albiero
Encarava fulminantemente o âmago dos meus olhos e me desconcertava todas as vezes. Brincava de fita-lo até que ele desviasse o olhar, mesmo sabendo que eu sempre desistia segundos depois. Ele mais destemido e eu sempre acanhada. Não suportava aquele olhar tão determinado, ele me desmontava em inúmeros pequenos pedacinhos que ficavam aos seus pés… Esperando serem consertados. Desviei o olhar. O que sinto era tão tímido quanto eu e até um pouco imaturo.
Tive vontade de abandonar longe de casa tantas memórias tristes depois que seus dedos tocaram meus cabelos embaraçados. Nada que me remetesse a outras histórias nem a outros amores, quis manter apenas a pessoa na qual eu havia me tornado a partir deles. Prefiro este eu, disse baixinho, o eu que aprendeu muito. Estive disposta a construir um mundo todo do zero, caso nada no meu mundo pudesse ser salvo. Estive disposta a me reconstruir de diversas formas, caso alguma pudesse dar certo pra nós. Quis dar muito de mim, você sorriu e eu quis te entregar quase tudo.
Aproximou-se além do que deveria. Eu quis algo. Você corria em minha direção e fugia de mim ao mesmo tempo. Naquela semana suspeitei que você quisesse nada. A certeza doeu. A certeza perfurou o meu peito e o fez ressoar madrugada adentro. Voltei alguns passos pensando se o havia entendido errado, se havia o entendido ao menos em algum momento. Tentei descobrir quem você era. Quem é. Pensei se me enganei ou se me enganou. Já não sei mais o que você disse, nem o que eu quis escutar. Já não sei o que esqueço e o que quero lembrar.
Indecisos entre o algo e o nada, talvez tenhamos sido quase importantes um para o outro. Fomos quase algo que hoje é nada. Ou é algo. Talvez eu nunca entenda. Num momento quase tudo e no seguinte nada. Percebeu que nada nunca é quase, só é nada. Ponto. Tive nas mãos, segurei-o por alguns instantes. Mas nada. A gente tem que se sentir pronto, precisa enfiar os dois pés na lama e precisa continuar imerso quando o outro não está observando. Nem precisa querer, é só não conseguir em momento algum lutar contra. Eu quis algo. Quis protegê-lo e sabia que poderia fazê-lo mesmo quando não conseguia proteger sequer a mim mesma.
Fui acometida por uma catalepsia quase moral, ficar imóvel era uma dívida que eu precisava pagar à mim mesma. Precisava parar de escutar teu nome subindo as escadas, tocando no meu celular, trombando comigo na Augusta. Perdoe-me se precisei fazer de conta que nunca fomos parte um do outro. E se eu continuar fazendo: respira fundo e vive. Uma hora a gente se encontra e vai ser tudo igual e tudo completamente diferente. Depois se perde de novo, porque é provável que não sejamos mesmo um par. Vive.
Contabilizei se você mais curou do que abriu feridas, tive medo de saber o resultado.
Nicolle Albiero
Marcadores:
amor e desilusão.

6.9.11
Sejamos como os porcos-espinhos
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos.
Assim eles se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos.
E justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso, eles decidiram se afastar uns dos outros.
E voltaram a morrer congelados. Era preciso, então, fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, os porcos espinhos decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar.
O mais importante, eles sabiam, era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
O melhor de um relacionamento não é unir pessoas perfeitas.
É conseguir que cada um aprenda a conviver com os defeitos do outro e a admirar suas qualidades.
Se os porcos espinhos aprenderam a viver assim, nós, humanos, podemos fazer muito mais, não é mesmo?
Então mãos a obra:
Elogiar as qualidades do outro faz bem pra saúde e pra alma.
Autor desconhecido.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos.
Assim eles se agasalhavam e se protegiam mutuamente.
Mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos.
E justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso, eles decidiram se afastar uns dos outros.
E voltaram a morrer congelados. Era preciso, então, fazer uma escolha:
Ou desapareceriam da terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, os porcos espinhos decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar.
O mais importante, eles sabiam, era o calor do outro.
E assim sobreviveram.
O melhor de um relacionamento não é unir pessoas perfeitas.
É conseguir que cada um aprenda a conviver com os defeitos do outro e a admirar suas qualidades.
Se os porcos espinhos aprenderam a viver assim, nós, humanos, podemos fazer muito mais, não é mesmo?
Então mãos a obra:
Elogiar as qualidades do outro faz bem pra saúde e pra alma.
Autor desconhecido.
Marcadores:
amor e desilusão.

Tu amarás outras mulheres
E tu me esquecerás!
É tão cruel, mas é a vida.
E no entretanto
Alguma coisa em ti pertence-me!
Em mim alguma coisa és tu.
O lado espiritual do nosso amor
Nos marcou para sempre.
Oh, vem em pensamento nos meus braços!
Que eu te afeiçoe e acaricie...
Não sei porque te falo assim de coisas que não são.
Esta noite, de súbito, um aperto
De coração tão vivo e lancinante
Tive ao pensar numa separação!
Não sei que tenho, tão ansiosa e sem motivo.
Queria ver-te... estar ao pé de ti...
Cruel volúpia e profunda ternura dilaceram-me!
É como uma corrida, em minhas veias,
De fúrias e de santas para a ponta dos meus dedos
Que queriam tomar tua cabeça amada,
Afagar tua fronte e teus cabelos,
Prender-te a mim por que jamais tu me escapasses!
Oh, quisera não ser tão voluptuosa!
E todavia
Quanta delícia ao nosso amor traz a volúpia!
Mas faz sofrer... inquieta...
Ah, com que poderei contentá-la jamais?
Quisera calmá-la na música...
Ouvir muito, ouvir muito...
Sinto-me terna... e sou cruel e melancólica!
Possui-me como sou na ampla noite pressaga!
Sente o inefável!
Guarda apenas a ventura
Do meu desejo ardendo a sós
Na treva imensa...
Ah, se eu ouvisse a tua voz!
Manuel Bandeira
E tu me esquecerás!
É tão cruel, mas é a vida.
E no entretanto
Alguma coisa em ti pertence-me!
Em mim alguma coisa és tu.
O lado espiritual do nosso amor
Nos marcou para sempre.
Oh, vem em pensamento nos meus braços!
Que eu te afeiçoe e acaricie...
Não sei porque te falo assim de coisas que não são.
Esta noite, de súbito, um aperto
De coração tão vivo e lancinante
Tive ao pensar numa separação!
Não sei que tenho, tão ansiosa e sem motivo.
Queria ver-te... estar ao pé de ti...
Cruel volúpia e profunda ternura dilaceram-me!
É como uma corrida, em minhas veias,
De fúrias e de santas para a ponta dos meus dedos
Que queriam tomar tua cabeça amada,
Afagar tua fronte e teus cabelos,
Prender-te a mim por que jamais tu me escapasses!
Oh, quisera não ser tão voluptuosa!
E todavia
Quanta delícia ao nosso amor traz a volúpia!
Mas faz sofrer... inquieta...
Ah, com que poderei contentá-la jamais?
Quisera calmá-la na música...
Ouvir muito, ouvir muito...
Sinto-me terna... e sou cruel e melancólica!
Possui-me como sou na ampla noite pressaga!
Sente o inefável!
Guarda apenas a ventura
Do meu desejo ardendo a sós
Na treva imensa...
Ah, se eu ouvisse a tua voz!
Manuel Bandeira
Marcadores:
amor e desilusão.

5.9.11
“Talvez tu encontre outra pessoa, mas ela não vai sentir o mesmo medo de ter você. Não vai desejar tanto saber sobre teu dia, antes de terminar o meu. E acho que nem precisava falar isso se tu tem total certeza de como eu sou incompleto para ter você, e completo para ser teu.”
Beltort
Beltort
Marcadores:
amor e desilusão.

1.9.11
Amores Imaginários
Você já teve algum?
Acabei de assistir um filme que queria ter visto ano passado e ele meio que me deu uma luz sobre a vida. Já pararam pra pensar quantas vezes amamos alguém sozinhos? Na verdade a gente só percebe que amou sozinho quando já parou de amar, porque daí já estamos pensando mais com a cabeça e não com o coração. É nessa hora que percebemos o quanto fomos idiotas de não enxergar os sinais. Por isso dizem que o amor é cego! Você fica completamente cego e não percebe o que realmente acontece ou acaba querendo fechar os olhos de propósito. São aquelas famosas chances que a gente dá pras pessoas quando não queremos desistir delas.
O filme Amores Imaginários (Les amours imaginaires ou Heartbeats), conta a história de 2 amigos: Francis e Marie. Eles conhecem um cara incrível e novo na cidade chamado Nick, e acabam se apaixonando por ele. Daí rola um forte triângulo amoroso e a gente fica naquela ânsia para saber se no final a amizade de Francis e Marie vai mesmo acabar porque eles começam a brigar sutilmente pelo cara. Bom, não vou contar o final do filme.
A questão é que depois de ver o filme me dei conta de que muitos dos meus amores são imaginários. Amores em que amamos sozinhos, sem perceber os sinais claros onde a outra pessoa diz: não, eu não estou afim de você. É como quando a gente é criança e gosta de um menininho na escola: se o menininho parar e te der um simples oi, você já pensa: Ounnn, ele também me ama!
Além de enxergar sinais que não existem, é preciso ter muito cuidado com pessoas que dão sinais falsos. É sempre bom ter alguém gostando da gente, certo? Muitas pessoas acabam dando pequenos sinais para prenderem os outros, mas na verdade é tudo uma farsa. Dar sinais falsos é uma das piores coisas que a gente pode fazer com alguém. É injusto, é maldoso e principalmente: é triste. Mostra que você não é bom o suficiente para se sentir bem sem ninguém babando seu ovo. Auto estima beibe, até quem parece bem pode não ser completamente seguro de si.
Não dê sinais falsos e esteja sempre atento às circunstâcias. Pensar com o coração é muito bonito até o momento em que começamos a ser humilhados pelo outro. Isso evita aquele sentimento péssimo que rola quando percebemos tudo que aconteceu. "Droga, era tudo da minha cabeça. Mais um amor imaginário para a coleção!" Quando vamos começar a dar atenção apenas aos amores que realmente interessam?
(Créditos:rebiscoito)
Marcadores:
amor e desilusão.,
outros.

28.8.11
O que eu (não) sinto falta em você...
O novo modo que você me fez ver o amor. Seu sorriso tímido quando você perguntou se eu gostaria de ser sua namorada. O jeito conhecido como você costumava me chamar. É do que eu sinto falta em você.
Você me cativou com seu sorriso brilhante me animando. Se é verdade que o amor é cego, então eu estava cega por vontade própria. Você me fez sentir como se tivéssemos um futuro, que poderia ser e seria.
O jeito como você disse que eu não seria ninguém sozinha, que eu não deveria ser tão fria. O modo como ficava offline quando eu sabia que você ainda estava ali. É do que não sinto falta.
Aposto que está usando a velha técnica como se fosse nova. Conversando por horas com uma nova tola. Presumivelmente crendo que ela é a última poucas sortudas. Me pergunto se ela sabe que está sendo enganada como eu fui.
O modo como eu duvidei de mim mesma quando estava com você. Fui uma tola por esperar algo assim da vida. Sua habilidade de me magoar na frente de todos que conhecíamos. É do que não sinto falta em você.
Flávia Faria
(Música modificada. )
Você me cativou com seu sorriso brilhante me animando. Se é verdade que o amor é cego, então eu estava cega por vontade própria. Você me fez sentir como se tivéssemos um futuro, que poderia ser e seria.
O jeito como você disse que eu não seria ninguém sozinha, que eu não deveria ser tão fria. O modo como ficava offline quando eu sabia que você ainda estava ali. É do que não sinto falta.
Aposto que está usando a velha técnica como se fosse nova. Conversando por horas com uma nova tola. Presumivelmente crendo que ela é a última poucas sortudas. Me pergunto se ela sabe que está sendo enganada como eu fui.
O modo como eu duvidei de mim mesma quando estava com você. Fui uma tola por esperar algo assim da vida. Sua habilidade de me magoar na frente de todos que conhecíamos. É do que não sinto falta em você.
Flávia Faria
(Música modificada. )
Marcadores:
amor e desilusão.

Assinar:
Postagens (Atom)


